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DOAÇÃO

AVIAÇÃO AGRÍCOLA FOI OUVIDA NO SENADO FEDERAL

Políticas

    Em audiência Pública que havia sido inicialmente  marcada para junho e foi adiada, a Subcomissão Temporária para Aviação Civil  ouviu em Audiência Pública nessa quarta-feira (29) os setores de  Aviação Agrícola e de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo.

    Pela Aviação Agrícola falou o Presidente do Sindag, Nelson Paim.

A alta carga tributária, o elevado preço dos combustíveis, a falta de linhas de financiamento para aquisição de aeronaves e a carência de mão de obra qualificada são as principais dificuldades enfrentadas pelos setores de aviação agrícola e de serviços auxiliares de transporte aéreo no Brasil. As queixas foram feitas nesta quarta-feira (29) durante debate na Subcomissão Temporária sobre a Aviação Civil do Senado.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, destacou que o Brasil tem a segunda maior frota mundial de aviação agrícola, com pouco mais de 1,6 mil aeronaves, segundo estimativas do setor para o mês de agosto, atrás apenas dos Estados Unidos, que possui dez mil.

Apesar de índices positivos de crescimento, a aviação agrícola é responsável por apenas 24% das áreas pulverizadas com defensivos no Brasil. Os principais entraves para o crescimento, conforme apontou Nelson Paim, são a alta carga tributária e o elevado custo dos combustíveis.

-" A carga tributaria chegando em torno de 25% sobre o faturamento. Nos Estados Unidos, que têm a maior frota, a carga tributaria gira em torno de 8%" - comparou o presidente do Sindag.

Além dos problemas econômicos, a aviação agrícola têm sofrido também “uma pressão ambiental muito grande”, conforme o representante do setor, o que tem colocado em risco a atividade. Ele citou recente decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) que proíbe o uso de aviões para a pulverização de quatro tipos de defensivos usados em lavouras como soja, milho, arroz, algodão e cítricos.

-" Estamos sendo condenados como os maiores poluidores do meio-ambiente. Não é verdade. São produtos químicos sim, mas são como os remédios de farmácia: se aplicados na dosagem certa e trabalhados da maneira adequada, o risco é muito pequeno tanto para o meio ambiente quanto para a população" – argumentou.

A carência de mão de obra qualificada e a falta de linhas de financiamento de aeronaves também dificultam o crescimento do setor, segundo Nelson Paim.

- " É um grande gargalo. Não temos pilotos. Os empresários têm investido na formação, mas o jovem quando adquire certa experiência vai para outro mercado. É necessário urgente criar um programa de financiamento público para a formação de profissionais"  – disse.

        A subcomissão está ligada à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal e tem o objetivo de elaborar um documento com propostas de políticas públicas e ações para o setor, que será encaminhado à presidente da República, Dilma Rousseff. Um relatório parcial já foi apresentado pelo relator Vital do Rêgo (PMDB-PB) ao final de maio. O presidente é o senador Vicentinho Alves (PR-TO).

    Fonte : Agência Senado